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Acertando os pontos

As reticências são aqueles pontinhos omissos e (in)voluntários carregados de palavras escondidas. São apenas três pontos que valem por incontáveis caracteres (in)existentes.

A vírgula separa e isola. Ajuda muito na compreensão da frase e do texto em seu contexto. É preciso cautela no uso da vírgula, pois pode dificultar a compreensão. Mas, contudo, porém, todavia,sozinhos são os que ficam entre vírgulas.

Entretanto, a vírgula não é forte o suficiente para separar o assunto. É quando entra o ponto-e-vírgula, querendo sempre fechar o assunto. É preciso um ponto-e-vírgula pra dizer que pode se separar ainda mais; mais ainda.

Dois- pontos sinalizam esperança. Sempre depois dele tem uma ideia nova, uma citação de alguém, uma novidade, um esclarecimento, uma síntese. É melhor dois do que um.

O ponto de exclamação é o grito preso na garganta. “Se eu realmente gritar vão achar que sou louca; melhor me conter”. Pode ser um grito de prazer, de ironia, de dor, de surpresa, de raiva, de espanto, de indignação, ou qualquer que seja o motivo do brado iminente, o importante é parecer normal para uma sociedade nem sempre normal.

Que sinal gráfico que nada, a interrogação está mais para uma incógnita, um problema, uma equação do segundo grau. Revela nossas neuroses mais escondidas, demonstra nossa pequenez diante da vida e nos faz acreditar que o que faz o mundo “andar” são as perguntas e não as respostas.

As aspas têm duplo sentido. Ou triplo. Ou expõe aquilo que você não “sabe” e que precisa citar “alguém”, ou precisa de “alguém”.

O travessão deveria ter outro nome. Ele marca o início de uma nova oração, de um novo tempo, de um diálogo, mas não uma travessia.

Parênteses  para explicar o que não se conseguiu dizer.

O ponto final mostra que uma frase com sujeito, verbo e complemento chegou ao fim.   Não é uma mera pausa; é uma pausa total. É o fim do verbo. O término do sujeito. O encerramento do complemento. Mas depois do ponto vem outra frase, e depois outro ponto, e depois outro sujeito, e depois outro verbo, e depois outro predicado que afirme ou negue algo sobre o sujeito. Claro, o predicado depende do tipo do sujeito que pode ser simples sem ser simplista, composto sem ser dúbio, oculto sem ser distante e indeterminado sem ser hesitante.

 
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Publicado por em 28/11/2010 em Devaneios

 

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